5 de dezembro de 2008

Adeus Vó Guigui

É estranho pensar que vou chegar naquela casa e não ter teu abraço forte e cheiroso, é estranho pensar que não vou mais ouvir aquela risada, pegar na suas mãos, alisar seus cabelos, pedir colo mesmo sabendo que não caibo mais nele, é estranho saber que não vou mais perder no jogo de pife pra ti, não vou mais comer aquela lentilha que só a senhora fazia, não vou mais chorar em despedidas e nem sorrir nas chegadas, tudo isso é muito estranho.. mas tudo isso é aceitavel quando lembro dos anos de vida que a senhora dedicou a todos dessa e de outras famílias, chegou a hora de partir, de descansar...

Sentiremos falta de tua presença terrena, mas sabemos que estas em um lugar abençoado, muitos choram, ficam tristes, mas tudo passa, também choro ao escrever essas coisas, é a meneira que me expresso melhor, espero que dai de onde a senhora está olhe aqui pra nós e conforte o coração dos mais aflitos, seu amor tem esse poder de conforto, muitas vezes fui confortada apenas com teu olhar, e nós duas sabemos disso, sabemos dos momentos raros de cumplicidade que tivemos e sabemos da intensidade deles também, obrigado por tudo vó, te amo muito.

Pessoas como tu minha véia não morrem jamais, ficam eternizadas em nossos corações, apenas descansam.
Obrigado Véia por anos de afeto, de carinho, de puxões de orelhas, de cafunés, de brincadeiras, de ensinamentos, espero ser metade da mulher e mãe que fostes.
Te amo pra sempre.

Descanse em paz, um dia nos encontraremos novamente!

PS: Não vou em enterros e nem velorios, tu sabe porque né?! Já conversamos sobre isso...
Se bobear não vou nem no meu. Ah e te comporta ai em cima viu!!
Beijos

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